domingo, 28 de abril de 2013

Treinando Redação - Sobre Os Grupos de Processo do PMBOK 4

O PMBOK divide seus processos de duas maneiras diferentes e interrelacionadas em uma matriz. Em uma das dimensões, alocam-se nove áreas de conhecimento que tratam do assunto com o qual cada processo melhor se relaciona. Por exemplo: escopo, tempo, aquisições, custo e recursos humanos. Na outra dimensão, existem os cinco grupos: iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle e avaliação.

Os nomes destes conjuntos podem sugerir uma identificação com o ciclo de vida de um projeto, algo que não acontece. Segundo as páginas do guia, o ciclo é divido em quatro etapas : início, organização e preparação, execução do trabalho e encerramento. O relacionamento entre grupos e fases se dá da seguinte forma: Os processos daqueles são executados para cada etapa desse.

O primeiro conjunto de processos chama-se Iniciação e possui apenas dois elementos em seu agrupamento. É utilizado para facilitar, definir e autorizar o começo de um projeto ou fase através da elaboração do termo de abertura e da identificação das partes interessadas. Relaciona-se apenas com as áreas de conhecimento responsáveis pela integração e com a comunicação do projeto.

O planejamento é o maior de todos. Com vinte processos, permeia todas as áreas de conhecimento existentes no PMBOK. Orienta o gerente nas tarefas de definição e refinamento dos objetivos do projeto. É neste grupo onde o plano de gerenciamento do projeto é criado, o escopo é definido e decomposto através da Estrutura Analítica do Projeto, as atividades são definidas, suas durações são estimadas e elas são sequenciadas de forma a desenvolver um cronograma. Os custos são estimados, os possíveis riscos são  identificados, qualificados e quantificados.

O grupo de execução é responsável  por realizar o plano do projeto integrando pessoas e outros recursos. Ou seja, deve realizar o trabalho feito anteriormente. Uma de suas características é não possuir relação com as áreas de conhecimento de escopo, tempo, custo e risco, que são mais voltadas ao planejamento. Por outro lado, para orientar e gerenciar a execução do projeto, precisa de um forte relacionamento com os recursos humanos. Neste agrupamento mobiliza-se, desenvolve-se e gerencia-se a equipe do projeto distribuindo as informações da melhor forma possível para ajudar a manter as expectativas das partes interessada sob controle garantindo a qualidade do que está sendo feito.

Enquanto acontece a execução daquilo que foi planejado, entra em cena o Monitoramento e Controle. Esse é  um grupo que mede e monitora o progresso do projeto de forma regular para identificar as variações entre o esperado e o realizado. Com base nas informações obtidas, sempre que um desvio for identificado, são tomadas ações corretivas. Para antingir os objetivos esperados, é preciso monitorar e controlar o trabalho do projeto, as mudanças de forma integrada, o cronograma, os custos, a qualidade, os riscos, administrar as aquisições e por fim, reportar todo o desempenho às partes interessadas.

Por fim, o último grupo chama-se Encerramento. É tão pequeno quanto o primeiro e reponsável por finalizar formalmente todas as atividades de um projetos ou fase conduzindo-os a um fim ordenado. O produto, serviço ou resultado final é entregue e aceito de forma documentada e os contratos de aquisições são encerrados, uma vez que não são mais necessários.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Treinando Redação - O Que é o PMBOK?

O PMBOK (Project Management Book Of Knowledge), é um guia ou modelo, mantido pelo PMI (Project Management Institute), que goza de reconhecido internacional e pretende catalogar em suas páginas as melhores práticas em gerenciamento de projeto. Sua área de atuação não se restringe à Tecnologia da Informaçao, mas a projetos de diversas áreas.

Os conhecimentos descritos no livro não são considerados prescrições, já que o modelo não se apresenta como uma metodologia. Seu contéudo apresenta práticas amplamente aceitas no mercado mundial e que devem ser aplicadas conforme as características particulares de cada projeto. Não de maneira uniforme.

Outra característica interessante é: seu conteúdo fornece e promove um vocabulário comum para se discutir, escrever e aplicar o gerenciamento de projetos possibilitando o intercâmbio eficiente de informações entre os profissionais de gerência de projetos, os ténicos e os clientes.

Em sua quarta versão, o guia recomenda a utilização dos seus quarenta e dois processos, ferramentas e técnicas de forma seletiva para garantir o sucesso das atividades do gerente de projetos e sua equipe. Esses processos são agrupados de duas formas dinstintas.

O primeiro agrupamento, chamado Grupos de Processos, é dividido em cinco: iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle e encerramento. Esses representam fases que podem ser aplicadas iterativamente e por mais de uma vez, a cada atividade ou etapa do ciclo de vida de um projeto, portanto, não se confudem com esse ciclo em sí.

O segundo conjunto é referenciado como Áreas de Conhecimento e separa os processos de acordo com suas áreas de aplicação. Esse é dividido em nove grupos: escopo, orçamento, cronograma, risco, recursos humanos, qualidade, comunicação, integração e aquisição.

É através desses agrupamento matricial de processos, com atividades e ferramentas que o PMBOK pretende ajudar as organizações a realizarem um esforço temporário, de forma gerenciada, para que possam atingir um objetivo, alcançar um resultado ou produzir um produto único.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Treinando Redação - O Que é ITIL?

A ITIL (Information Technology Infrastructure Library), como o nome diz, é uma biblioteca que contém conhecimentos em infraestrutura relacionada à Tecnologia da Informação. Apresenta-se na forma de um guia ou modelo e não como uma metodologia.

Apesar de descrever alguams práticas com certo grau de detalhes, as coloca apenas como sugestão. A ênfase está naquilo que seus vinte e seis processos devem fazer e não em descrevê-los detalhadamente. Cabe a cada organização decidir quais processos melhor se adequam à sua realidade.

Aquilo que diferencia este modelo dos demais é o seu foco de atuação no que tange a Governança de TI. A ITIL se dedica ao gerenciamento e provimento de serviços. Estes, nada mais são do que um meio para entregar valor aos clientes de forma a suportar o negocio da empresa sem que ela tenha que arcar diretamente com determinados custos ou riscos específicamente inerentes à infraestrutura dos serviços em sí.

A biblioteca define valor como sendo aquilo que possui utilidade e aspectos de garantia para o contratante. Esses últimos, são especificados nos acordos de nível de serviço. Já a utilidade, é tudo aquilo que permite ao cliente executar suas atividades negociais, ou pelo menos, remove barreiras que impedem ou dificultam essa execução.

Para realizar estes provimentos e gerenciamentos entregando valor, a ITIL, a partir de sua terceira versão, estrutura-se em cinco diferentes livros e cada um deles representa um estágio do ciclo de vida dos serviços. São eles: a estratégia do serviço, o desenho do serviço, a transição do serviço, a operação do serviço e a melhoria contínua do serviço.

Portanto, ITIL é uma biblioteca de melhores práticas em gerenciamento da infraestrutura de TI voltada para serviços que suportam e entregam valor ao negócio de uma instituição. Essa entrega de valor é realizada por processos que gerenciam os serviços através das cinco etapas do ciclo de vida esses possuem.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Trienando Redação - O que é o COBIT?

O COBIT - Control Objectives For Information and Related Technologies - é um modelo criado inicialmente para auditoria na área da tecnologia da informação, mas hoje é focado no negócio da instituição e seu intuito é prover a governança de TI.

Ele não se apresenta como uma metodologia, mas como um conjunto de estruturas de controle com as seguintes caracteristicas: é orientado a processos, baseado em objetivos de controle, utiliza métricas e medições baseadas em um modelo de maturidade para avaliar as saídas de seus 34 processos.

A Governança de TI traz com ela uma série de desafios elencados pelo COBIT como sendo de fundamental importância para o sucesso da empresa. Dentre eles, são citados o alinhamento do setor de informática em relação ao negócio, a comprovação do retorno de investimento feito em máquinas, sistemas, o controle dos gastos que envolvem a TI, a gestão dos riscos envolvidos, a adequação a leis e regulamentos, a dificuldade em manter um parque tecnológico heterogêneo e outros desafios.

Para solucionar esses desafios, a proposta é a utilização dos 210 objetivos de controle distribuído por seus processos e que percentem a quatro domínios diferentes: Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Entrega e Suporte e Monitoramento e Avaliação.

Seus dominios possuem processos que tratam de questões relacionadas ao gerenciamento de projetos, área do PMBOK, garantia de qualidade e continuidade de serviços, assunto tratado pela ITIL, processo de desenvolvimento de sistemas, matéria do CMMI-DEV e até mesmo questões de segurança da informação que são pertinentes a norma ISO 27001.

Ao contrário dos outros modelos citados, o COBIT é menos específico e mais integrador. É um modelo mais resumido e de mais alto nível, voltado ao controle e a oferta de informação à gerência da empresa.

Portanto, podemos resumir o COBIT como um modelo integrador e de alto nível que possui o intuito de prover governança de TI através de uma palavra: controle.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Treinando Redação - O que é o Guia Babok?

O BABOK  (Business Analysis Book of Knowledge) é um guia mantido pela IIBA (International Institute of Business Analysis) que agrupa e descreve as melhores práticas identificadas no mercado no que diz respeito à Análise de Negócios.

O guia, não é uma matodologia e por isso, não possui intenção de descrever procedimentos de forma precisa, mas estabelecer diretrizes gerais sobre o que é, e como exercer as atividades da profissão de Analista de Negócios. As orientações descritas em suas páginas não esgotam completamente o assunto. Por isso, não são e nem podem ser mandatórias, são apenas orientações, sugestões.

Cabe a cada organização avaliar os assuntos dispostos no livro e decidir quais deles devem ser implantados dentro da instituição para organizar o trabalho de identificação das necessidades do negócio.

Apesar do foco na Análise de Negócio, ele não se isola no tratamento apenas desse assunto, mas explicita as ligações entre esta disciplina e outras áreas da Técnologia da Informação. O BABOK mostra como suas orientações se integram com o gerenciamento de projeto, testes, usuabilidade e arquitetura da informação e etc.

O trabalho proposto é organizado pelo guia em seis áreas de conhecimento e em competências fundamentais. Cada área possui suas tarefas e atividades diversas que descrevem o que deve ser realizado durante a Análise de Negócios. Essas interagem entre sí e são descritas em termos de entradas (documentos, planos, desenhos), ferramentas e técnicas (que se aplicam as entradas), elementos e saídas (documentos e produtos).

Por fim, o Guia BABOK, pretende ser para a disciplina de Análise de Negócio, o que o PMBOK é para a Gerencia de Projetos, a referência principal no assunto.